16/05/08 (Artes) by Raoni Moreno

Olá amigos

Sou Raoni Moreno, conhecido também como “Hari”, curso o 5° período de artes visuais na UERJ e assim como a Marcela irei dar minha humilde colaboração falando sobre artes nesse blog.

Agora vamos ao trabalho!!

Neste meu primeito post falarei, em dois posts, sobre Performance. Vamos começar com os Futuristas, que foram os primeiros a ousar.

Era interessante a forma como preparavam o público antes mesmo do espetáculo começar. Vendiam ingresso com mesmo número de cadeiras para pessoas diferentes e causando polêmica entre os expectadores, já preparando os mesmos para o espetáculo. Tudo isso era feito porque, para os futuristas as críticas e as vaias do público eram mais interessantes e sinceras do que os aplausos, logo o público já revoltado com toda situação armada, antes mesmo de começar o espetáculo, teria muito mais chance de vaiar se tivesse vontade realmente.

A Performance não tinha esse nome e nem sua legitimação ainda, porém eles já inovavam e faziam coisas difíceis de ser absorvidas pelo público, e apenas com o tempo, depois de muitas vaias e críticas, foram conquistando seu espaço e se expandido, enchendo grandes teatros e fazendo mega eventos, sendo aplaudidos e admirados com um público já preparado para aquele novo tipo de “teatro” até então. Assim começaram a ganhar força e ser mais atuantes, mesmo, ainda, sendo visto como teatro, claro que um teatro diferente, mas ainda sim teatro.

Tendo uma grande ligação com a música, a Performance tem na sua historia um conhecido espetáculo do artista e compositor musical experimentalista John Cage, que Montou a famosa peça 4′33″, surpreendendo e chocando à todos, ficando quatro minutos e trinta e três segundos em frente a um piano, em silêncio, sem fazer som algum, fazendo apenas três pequenos gestos. De início, essa Performance não foi nenhum pouco bem absorvida e sim muito vaiada e recriminada, ninguém entendia nada, porém com o tempo foi ganhando seu reconhecimento e crescendo, até porque, hoje em dia é uma das obras mais conhecidas desse grande compositor e Performer.

O Museu Nacional de Belas Artes reabriu no dia 6 de maio, depois de dois anos em reforma, com a exposição “Nicolas-Antoine Taunay no Brasil: uma leitura dos trópicos”. Pinturas, desenhos e vídeos compõem a exposição que está dividida em módulos e ocupa 5 espaços do MNBA.

Taunay e Debret integraram a Missão Artística Francesa que ficou no Rio de Janeiro de 1816 a 1831. Taunay Tornou-se pintor pensionista do Reino. Integrou o grupo de pintores fundadores da Academia Imperial de Belas Artes , atual Escola de Belas Artes, hoje unidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O MNBA fica na Av. Rio Branco, 199 – Cinelândia, Rio de Janeiro.

Visitação: Terça a sexta-feira das 10 às 18hs; sábados, domingos e feriados das 12 às 17 horas. Grátis aos domingos.

08/05/08 (Artes) by Renato Troccoli

Segundo Márcio Doctors:

“O Cinecromático é antes de tudo uma superfície cromática antinarrativa por natureza, e que visionariamente anunciava um mundo que ainda estava por vir: O da informação. Isto só foi possível porque Palatnik percebeu radicalmente a questão da não-representação da arte concreta, tal como viria a ser gestada pouco depois no Brasil. O que permitiu ao artista chegar a imaginar uma estrutura como a do Cinecromático foi o fato de que só estava interessado nos elementos irredutíveis da pintura, que são a forma e a cor; ou seja, naquele lugar onde a pintura é só pintura, ou representação de si mesma. Foi essa visão de arte que abriu o caminho para que ele chegasse aos elementos simples, capazes de serem decodificados e transportados para um outro registro de linguagem, que não o da tradição da arte…. Cor é luz e enquanto luz pode ser produzida por lâmpadas elétricas. Mas este fato só passou a fazer sentido quando o artista criou um sistema capaz de informar à máquina do jogo formal das luzes que queria realizar no écran do aparelho para ativar a percepção e atingir os sentidos. Logo, para que o Cinecromático existisse, Palatnik teve de criar um dispositivo de controle que, por meio de uma linguagem binária, pudesse ser por ele informado e a partir daí acendesse e apagasse as lâmpadas, segundo sua ordenação. Quando descobriu essa questão, inventou sua máquina de pintar: o Cinecromático. Este passou a ser, então, o momento inaugural de sua obra, porque foi quando criou a dobra entre as questões da pintura e as questões da mecânica, estabelecendo uma nova espessura para si e para a arte. No lugar da cor química, descobriu que podia “pintar” com cor-luz . No lugar da densidade da tinta, a projeção suave da luz. No lugar do espaço congelado, o movimento criando espaços no tempo. No lugar do corpo, a máquina.”

Márcio Doctors é  Crítico de arte, Curador da Fundaçăo Eva Klabin, onde desenvolve o projeto Respiraçăo, e do espaço de instalaçőes permanentes do Museu do Açude. leia mais sobre cinecromáticos no site: http://www.itaucultural.org.br/

08/05/08 (Artes) by Renato Troccoli

Acontece no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC), de 03/05 a 13/07/2008,
a exposição “poetas da cor”. Criada para homenagear Almir Mavignier e Ismael Pedrosa, reúne ainda obras de outros artistas, como Abraham Palatnik (o “pai” do cinecromático), Eduardo Sued e Aluísio Carvão.

“Cor e luz se unem como campos de mutações cromáticas em todas as obras desta mostra. Na exaltação da cor como culminância da experiência da luz, somos remetidos ao poeta-artista Goethe. Toda a sua Doutrina da Cor é uma celebração da vida, da totalidade visível através da luz. Mas não estaria também cada artista como os que aqui reunimos, que se dedica às poéticas das cores, inaugurando sua própria doutrina da luz pela arte? Visitar esta mostra é absorver porções de luz através da arte, ou seja, ser iluminado pelo que forma e se alimenta de luz em nossos olhos, mas, ainda, do que se inaugura pela visão interna de cada artista. Assim como Mavignier e Pedrosa, Dias da Cruz, Sued e Palatnik são regidos e/ou regem sinfonias de cor-luz do ‘in’-visível (visível de dentro) para ser visível? Pois, diante das obras desses artistas, não experimentamos apenas as cores como fenômenos isolados, mas a sinergia das interações das cores no espaço-tempo de cada obra, estas que são as ações e paixões da luz que comandam a razão poética da arte. Não há dúvida: para enxergar a poesia das cores é preciso tomar e ser tomado pela presença ou regência de um olhar iluminado (da luz que modela o olho), o mesmo com o qual esses artistas tornam visível o fenômeno mágico “da totalidade da natureza (que) se revela ao sentido da visão através da cor”. Devemos à luz e à cor da arte a formação do nosso olhar que se inaugura pelos olhares iluminados desses artistas. “
Luiz Guilherme Vergara, Diretor Museu de Arte Contemporânea de Niterói.

Depois de 8 anos sem se verem , Mavignier e Palatnik se reencontraram no MAC. Marvignier , aos 83 anos, veio de Hamburgo, onde mora desde os anos 50, para expor cartazes e telas. Palatnik, aos 80, veio de bem mais perto, de sua casa-ateliê na Urca, onde mora desde 1947 quando chegou de Tel-Aviv, para mostrar suas máquinas de cor e movimento.

A historia dos dois começou no final dos anos 50, no Hospital Psiquiátrico do Engenho de Dentro, bairro do Rio de Janeiro. Criador do Ateliê de Pintura e Modelagem da Seção de Terapêutica Ocupacional do hospital, Mavignier levou o recém-conhecido Palatnik para trabalhar com os doentes mentais. Apesar de estranha a experiência vivida por Palatnik, principalmente ao entrar pela primeira vez na sala dos esquizofrênicos, foi decisiva para que abandonasse a pintura. Chegou à conclusão de que jamais poderia fazer um trabalho tão denso, então decidiu usar seu conhecimento em mecânica, que estudara em Israel, para encontrar seu caminho nas artes.

Vale a pena conferir a exposição.

06/05/08 (Design) by Marcela Bartz

por Marcela Bartz

Olá pessoal,

Como dito no 1º post eu sou uma das pessoas que vai integrar este blog com periódicas (e humildes) colunas abordando o design, principalmente (porém, não só) o design gráfico, que é o ramo do design que tenho maior intimidade. Além de ser o ramo de maior relação com as Arte & Manhas propostas pelo blogger chefe! Hehe!

Ah! A propósito meu nome é Marcela, eu sou estudante de Desenho Industrial, habilitação em Programação Visual da UFRJ.

Bom, sendo este o 1º post desta coluna achei conveniente partir do princípio e abordar a definição do design. Afinal, o que é design?

Design é a atividade que envolve o projeto de um produto. Ou seja, é o processo de criação que define, configura, e elabora um produto. E essa criação normalmente é orientada por uma intenção ou objetivo, ou para a solução de um problema.
Dos produtos que o design compreende estão utensílios domésticos, vestimentas, máquinas, ambientes, e também imagens, como em peças gráficas, famílias de letras, livros, e (recentemente) interfaces de programas
.” Adaptado de http://pt.wikipedia.org/wiki/Design

Definir o que é design é sempre uma tarefa difícil. Isso porque o design é amplo e abrange uma infinidade de áreas, gerando assim uma, também, infinidade de produtos.

A medida em que se restringe, vai ficando cada vez mais fácil a definição do que é design. Se elergermos, por fim, uma determinada área do design, certamente teremos sua definação com uma certa facilidade.

Portanto, para atender a proposta de definir o nosso “objeto” de estudo, o design, acabei optando pela definição que a (boa e velha) Wikipédia oferece. Dentre as definições pesquisadas, é a dela a que melhor expressa o meu entendimento sobre o que é design, de forma abrangente e genérica – ou seja, não restrita a uma determinada área -, simples e coerente. Vale lembrar que da definição acima, duas palavras foram destacadas pois são para mim, palavras-chave para o entendimento do que é o design.

Ah! E se alguém tiver uma boa definição de Design, por favor, compartilhe-a conosco. Qualquer coisa que venha a nos acresecentar é válida!

Até a próxima!