30/06/08 (Artes, Design) by Renato Troccoli

hq do Grampá

Uma reportagem da Fátima Sá, na Revista O Globo, me chamou a atenção. Fã das histórias em quadrinhos quando moleque, fiquei muito feliz ao constatar que existe uma nova geração de quadrinistas brasileiros que está brilhando aqui e lá fora. Segue um trecho da matéria:

Como qualquer garoto comum, o gaúcho Rafael Grampá passava horas lendo histórias em quadrinhos. Mas, ao contrário da maioria dos meninos, não largou as tirinhas assim que cresceu. Continuou de olho nelas e descobriu que o desenho era uma ótima forma de contar uma história. Qualquer uma. De bichinhoas ou super-heróis, ,eróticas ou de ficção científica, de personagens famosos ou de gente como a gente. Aos 30 anos, Grampá é hoje um dos mais promissores desenhistas de sua geração. Concorre ao prêmio americano Eisner Awards, uma espécie de Oscar dos quadrinhos, lança seu primeiro livro solo no mês que vem e vai estrear no cinema, como desenhista de produção de “O dobro de cinco”, adaptação de uma HQ de Lourenço Mutarelli.
O desenhista gaúcho está longe de ser um caso isolado. Ele faz parte de uma galera que vem renovando os quadrinhos no Brasil. Uma geração entre 25 e 30 e poucos anos, espalhada pelo país inteiro e que produz intensamente. Graças à internet, quem antes penava para publicar um trabalho hoje divulga seus traços em sites, blogs, fotologs e afins. Lançar um fanzine – forma como todo desenhista independente costuma começar – também ficou mais fácil. A qualidade de reprodução melhorou e os custos caíram. Somado a tudo isso, as editoras parecem cada vez mais interessadas no segmento e os quadrinhos ganham espaço nas livrarias, ao lado de clássicos da literatura.

Além de Rafael Grampá, a reportagem ainda cita: Rafael Coutinho, Shiko, Jozz, Fábio Lyra e Gabriel Góes.

05/06/08 (Artes) by Raoni Moreno

Não posso deixar de comentar sobre a Bauhaus, uma grande e histórica escola de arte localizada na Alemanha nos anos 20. Entrou para história por sua grandiosidade e opulência, realizando grandiosos eventos e revelando artistas hoje consagrados.

A performance na Bauhaus era conhecida como um curso de teatro, porem suas “peças teatrais” hoje em dia são vistas como performances. Estas eram magníficas, todas as parafernálias e figurinos usados, realmente muita opulência e grandes artistas, que sabiam aproveitar de toda boa condição que tinham pra fazer e ensinar arte da melhor qualidade.
Nos anos 70 a performance ganha sua legitimação e a partir daí muito mais notoriedade. Expandiu-se cada vez mais, entrando na mídia, pegando uma massa bem maior de expectadores, e aumentando os seus meios de ser feita também.

Nasceu então a body art, que particularmente não me atrai tanto, pois os artistas dessa área da performance, fazem coisas absurdas com o seu próprio corpo, muitas vezes deixando seqüelas ou fazendo cirurgias plásticas se deformando literalmente, arriscado suas vidas baseando-se em conceitos que não justifica tais atos, pelo menos na minha opinião. Com sua legitimação, a performance começa a ir pras ruas, e vai se tornando cada vez mais comum e aceitável, como já disse em cima que não concordo com algumas body art, também não concordo com alguns meios de performance, como meios repugnantes, por exemplo artistas que usavam animais para fazer sacrifícios ao vivo, e coisas do tipo, acho que para querer dizer alguma coisa não se precisa chegar a esse ponto.

Por minha timidez pensei que teria enormes dificuldades para trabalhar com a performance, porém depois da minha primeira vez, e os exercícios que faço e tudo que estou vendo e vivendo sobre, me deixa cada vez mais à vontade, e animado para fazer.

Acredito que não seja meu setor de trabalho predileto na arte, porém pretendo dizer algumas coisas usando-a. È um meio muito rico, requer muita técnica e estudo, não é para qualquer um, e não é tão fácil como pode parecer, mas quando se sabe fazer é realmente um show, sendo bem absorvida, pode significar muito para quem assiste.

Performance que pra mim, era algo desconhecido, ou mal conhecido, vem se tornando algo que quero conhecer cada vez mais, estudar e tentar entender sua poesia. Resumindo, para mim é a poesia com o corpo, não importa o tema ou a quantidade de páginas, é uma poesia corporal, são as linhas escrevendo, e não se escrevendo nelas.

Até a próxima!
Um abraço!

Performance – Parte I

16/05/08 (Artes) by Raoni Moreno

Olá amigos

Sou Raoni Moreno, conhecido também como “Hari”, curso o 5° período de artes visuais na UERJ e assim como a Marcela irei dar minha humilde colaboração falando sobre artes nesse blog.

Agora vamos ao trabalho!!

Neste meu primeito post falarei, em dois posts, sobre Performance. Vamos começar com os Futuristas, que foram os primeiros a ousar.

Era interessante a forma como preparavam o público antes mesmo do espetáculo começar. Vendiam ingresso com mesmo número de cadeiras para pessoas diferentes e causando polêmica entre os expectadores, já preparando os mesmos para o espetáculo. Tudo isso era feito porque, para os futuristas as críticas e as vaias do público eram mais interessantes e sinceras do que os aplausos, logo o público já revoltado com toda situação armada, antes mesmo de começar o espetáculo, teria muito mais chance de vaiar se tivesse vontade realmente.

A Performance não tinha esse nome e nem sua legitimação ainda, porém eles já inovavam e faziam coisas difíceis de ser absorvidas pelo público, e apenas com o tempo, depois de muitas vaias e críticas, foram conquistando seu espaço e se expandido, enchendo grandes teatros e fazendo mega eventos, sendo aplaudidos e admirados com um público já preparado para aquele novo tipo de “teatro” até então. Assim começaram a ganhar força e ser mais atuantes, mesmo, ainda, sendo visto como teatro, claro que um teatro diferente, mas ainda sim teatro.

Tendo uma grande ligação com a música, a Performance tem na sua historia um conhecido espetáculo do artista e compositor musical experimentalista John Cage, que Montou a famosa peça 4′33″, surpreendendo e chocando à todos, ficando quatro minutos e trinta e três segundos em frente a um piano, em silêncio, sem fazer som algum, fazendo apenas três pequenos gestos. De início, essa Performance não foi nenhum pouco bem absorvida e sim muito vaiada e recriminada, ninguém entendia nada, porém com o tempo foi ganhando seu reconhecimento e crescendo, até porque, hoje em dia é uma das obras mais conhecidas desse grande compositor e Performer.

O Museu Nacional de Belas Artes reabriu no dia 6 de maio, depois de dois anos em reforma, com a exposição “Nicolas-Antoine Taunay no Brasil: uma leitura dos trópicos”. Pinturas, desenhos e vídeos compõem a exposição que está dividida em módulos e ocupa 5 espaços do MNBA.

Taunay e Debret integraram a Missão Artística Francesa que ficou no Rio de Janeiro de 1816 a 1831. Taunay Tornou-se pintor pensionista do Reino. Integrou o grupo de pintores fundadores da Academia Imperial de Belas Artes , atual Escola de Belas Artes, hoje unidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O MNBA fica na Av. Rio Branco, 199 – Cinelândia, Rio de Janeiro.

Visitação: Terça a sexta-feira das 10 às 18hs; sábados, domingos e feriados das 12 às 17 horas. Grátis aos domingos.

08/05/08 (Artes) by Renato Troccoli

Segundo Márcio Doctors:

“O Cinecromático é antes de tudo uma superfície cromática antinarrativa por natureza, e que visionariamente anunciava um mundo que ainda estava por vir: O da informação. Isto só foi possível porque Palatnik percebeu radicalmente a questão da não-representação da arte concreta, tal como viria a ser gestada pouco depois no Brasil. O que permitiu ao artista chegar a imaginar uma estrutura como a do Cinecromático foi o fato de que só estava interessado nos elementos irredutíveis da pintura, que são a forma e a cor; ou seja, naquele lugar onde a pintura é só pintura, ou representação de si mesma. Foi essa visão de arte que abriu o caminho para que ele chegasse aos elementos simples, capazes de serem decodificados e transportados para um outro registro de linguagem, que não o da tradição da arte…. Cor é luz e enquanto luz pode ser produzida por lâmpadas elétricas. Mas este fato só passou a fazer sentido quando o artista criou um sistema capaz de informar à máquina do jogo formal das luzes que queria realizar no écran do aparelho para ativar a percepção e atingir os sentidos. Logo, para que o Cinecromático existisse, Palatnik teve de criar um dispositivo de controle que, por meio de uma linguagem binária, pudesse ser por ele informado e a partir daí acendesse e apagasse as lâmpadas, segundo sua ordenação. Quando descobriu essa questão, inventou sua máquina de pintar: o Cinecromático. Este passou a ser, então, o momento inaugural de sua obra, porque foi quando criou a dobra entre as questões da pintura e as questões da mecânica, estabelecendo uma nova espessura para si e para a arte. No lugar da cor química, descobriu que podia “pintar” com cor-luz . No lugar da densidade da tinta, a projeção suave da luz. No lugar do espaço congelado, o movimento criando espaços no tempo. No lugar do corpo, a máquina.”

Márcio Doctors é  Crítico de arte, Curador da Fundaçăo Eva Klabin, onde desenvolve o projeto Respiraçăo, e do espaço de instalaçőes permanentes do Museu do Açude. leia mais sobre cinecromáticos no site: http://www.itaucultural.org.br/