05/06/08 (Artes) by Raoni Moreno

Não posso deixar de comentar sobre a Bauhaus, uma grande e histórica escola de arte localizada na Alemanha nos anos 20. Entrou para história por sua grandiosidade e opulência, realizando grandiosos eventos e revelando artistas hoje consagrados.

A performance na Bauhaus era conhecida como um curso de teatro, porem suas “peças teatrais” hoje em dia são vistas como performances. Estas eram magníficas, todas as parafernálias e figurinos usados, realmente muita opulência e grandes artistas, que sabiam aproveitar de toda boa condição que tinham pra fazer e ensinar arte da melhor qualidade.
Nos anos 70 a performance ganha sua legitimação e a partir daí muito mais notoriedade. Expandiu-se cada vez mais, entrando na mídia, pegando uma massa bem maior de expectadores, e aumentando os seus meios de ser feita também.

Nasceu então a body art, que particularmente não me atrai tanto, pois os artistas dessa área da performance, fazem coisas absurdas com o seu próprio corpo, muitas vezes deixando seqüelas ou fazendo cirurgias plásticas se deformando literalmente, arriscado suas vidas baseando-se em conceitos que não justifica tais atos, pelo menos na minha opinião. Com sua legitimação, a performance começa a ir pras ruas, e vai se tornando cada vez mais comum e aceitável, como já disse em cima que não concordo com algumas body art, também não concordo com alguns meios de performance, como meios repugnantes, por exemplo artistas que usavam animais para fazer sacrifícios ao vivo, e coisas do tipo, acho que para querer dizer alguma coisa não se precisa chegar a esse ponto.

Por minha timidez pensei que teria enormes dificuldades para trabalhar com a performance, porém depois da minha primeira vez, e os exercícios que faço e tudo que estou vendo e vivendo sobre, me deixa cada vez mais à vontade, e animado para fazer.

Acredito que não seja meu setor de trabalho predileto na arte, porém pretendo dizer algumas coisas usando-a. È um meio muito rico, requer muita técnica e estudo, não é para qualquer um, e não é tão fácil como pode parecer, mas quando se sabe fazer é realmente um show, sendo bem absorvida, pode significar muito para quem assiste.

Performance que pra mim, era algo desconhecido, ou mal conhecido, vem se tornando algo que quero conhecer cada vez mais, estudar e tentar entender sua poesia. Resumindo, para mim é a poesia com o corpo, não importa o tema ou a quantidade de páginas, é uma poesia corporal, são as linhas escrevendo, e não se escrevendo nelas.

Até a próxima!
Um abraço!

Performance – Parte I

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1 Comentário »

Comentário por William laba
2008-06-09 22:52:25

Parabéns, pelo blog, está muito bom.
Um grande abraço.

 
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